segunda-feira, 27 de abril de 2026



Vertical de Alto Nível: La Trappe, Straffe Hendrik e It's Hop em Uma Noite Memorável

Tem sessões de degustação que ficam marcadas. Esta foi uma delas. Três cervejas, três países, três filosofias de produção — e uma progressão de estilos que começou maltada e elegante, passou pela complexidade belga e terminou com o Brasil mostrando do que é capaz. Uma vertical assim não se planeja todo dia.

La Trappe Dubbel — Tilburg, Holanda 🇳🇱

A abertura perfeita. A La Trappe Dubbel é produzida pelos monges da Abadia de Koningshoeven — uma das poucas cervejarias trapistas certificadas do mundo. Cor âmbar-avermelhada profunda, espuma cremosa e bege. No nariz, frutas secas, uva-passa, ameixa e caramelo. Na boca, o malte conduz sem jamais pesar: corpo médio, carbonatação suave, final discretamente adocicado com um toque de especiaria. Com cerca de 7% ABV, é a definição de equilíbrio. A Tasting Room La Trappe tem 4,6 estrelas no Google com mais de 3.200 avaliações — números que refletem décadas de consistência.

A Dubbel serviu exatamente para o que foi proposta: preparar o paladar. Limpa, complexa sem intimidar, abriu o caminho com maestria.



Straffe Hendrik — Huisbrouwerij De Halve Maan, Bruges, Bélgica 🇧🇪

Bruges é uma cidade que parece ter parado no tempo. A De Halve Maan — "A Meia Lua" — existe desde o século XVI e ainda é gerida pela mesma família. A Straffe Hendrik é a linha premium da casa: escura, densa, com aromas que misturam chocolate amargo, frutas cristalizadas, especiarias e um leve toque de álcool que sobe gentilmente. Na boca, o corpo é pleno, o final longo. Cada gole pede atenção.

Ao lado da La Trappe, a diferença foi imediata e reveladora — mais camadas, mais profundidade, mais calor. A cervejaria em Bruges tem 4,6 estrelas em mais de 4.600 avaliações e oferece tours e museu: vale muito uma visita se você passar pela Bélgica.



It's Hop Belgian Quadrupel Barrel Aged — Ribeirão Preto, Brasil 🇧🇷

E então chegou a hora do Brasil. A Cervejaria It's Hop, de Ribeirão Preto (SP), fechou a noite com uma Belgian Quadrupel envelhecida em barril — e não deixou nada a dever às europeias. Cor mogno intenso, aromas de baunilha, carvalho, frutas escuras caramelizadas e chocolate. Na boca, uma densidade que preenche o paladar por completo: doce na entrada, complexo no meio, longo e quente no final, com aquela assinatura de barril que aparece na medida certa.

Com avaliação 5,0 no Google, a It's Hop entrou na vertical e não apenas competiu — impressionou. Para quem ainda duvida da qualidade do craft brasileiro, este é o argumento definitivo.



A Progressão da Vertical

Dubbel → Straffe Hendrik → Quadrupel Barrel Aged. Corpo crescente, álcool crescente, complexidade crescente. Cada cerveja preparou o paladar para a seguinte de forma quase pedagógica. A La Trappe abriu com elegância, a Straffe Hendrik aprofundou, e a It's Hop encerrou com autoridade. Três países, três abordagens, uma sequência que faz sentido do primeiro ao último gole.

O que Esta Noite Ensinou

Uma vertical bem montada não é só prazer — é aprendizado. Você percebe o que muda quando o malte escurece, quando o álcool sobe, quando o tempo de guarda em barril entra na equação. E percebe também que a cerveja artesanal brasileira chegou a um nível técnico que poucos países alcançam. A It's Hop provou isso com a Quadrupel Barrel Aged na mesa, ao lado de dois clássicos europeus, sem pedir licença.

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